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terça-feira, 8 de junho de 2010

Alunos da Casa da Arte de Educar da Mangueira fazem festa junina diferente

No mês de São João estudantes dançam quadrilha moderna,fazem confraternização com pais e professores e desenham como seria sua comemoração ideal

Dentro e fora de sala o tema sobre a festividade do mês foi, de forma diferenciada, conversado na casa. Aos poucos os alunos começaram a desenvolver suas próprias formas de ver e participar da festa junina: enquanto uns desenhavam e escreviam sobre o que seria a semana e o que eles gostariam que tivesse na festa da instituição, outros ensaiavam os passos de dança da apresentação para seus pais. Tudo dentro das mandalas que os professores fazem para nortear as aulas, onde (nesse período) o saber comunitário trabalhado foi o calendário local.

Observados atentamente por seus pais e professores, os alunos da Casa da Arte de Educar da Mangueira (CAM) fizeram hoje seu primeiro dia de festa junina. A quadrilha moderna, montada com a ajuda do professor de capoeira durante as aulas, mistura hip hop – ritmo predileto da turma – com golpes e gingados de capoeira. “Esse é um trabalho diferente. Quadrilha tradicional eles já dançam no colégio, queremos fazer diferente para sair da rotina” explica Rose Carolina, coordenadora da Casa da Arte da Mangueira. [Ficou curioso para ver a dança? Clique aqui] Sem perder a tradição junina, o lanche foi recheado com comidas típicas e a decoração feita com bandeirinhas deu o clima de arraial na sala arrumada especialmente para o evento.

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Dois chás e a conta...

Sueli de Lima, coordenadora geral da Casa da Arte, em entrevista para a Revista O Globo em 16 de maio de 2010.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

“Rodas da chuva” promovidas pela Casa da Arte de Educar discutem o problema dos deslizamentos e enchentes

Conforme a rotina normal das aulas era retomada após as fortes chuvas, as histórias de casas que caíram, pessoas que morreram e do risco permanente de deslizamento nas comunidades chegavam às salas de aula. Era o assunto do momento: tanto os relatos tristes quanto a insegurança dos próprios alunos. Como será se chover de novo? Minha casa pode cair? Se eu estiver sozinho em casa, o que devo fazer?

Foto tirada pela coordenadora Rose Carol mostra
deslizamento no morro da Mangueira


Estratégia semelhante à adotada em situações de violência na comunidade, as “rodas de chuva” foram as atividades escolhidas pelas educadoras para trabalhar o tema. Uma forma de ajudar as crianças a se entenderem dentro do problema para se proteger e superá-lo. “As rodas acontecem pelo menos uma vez por semana, em Vila Isabel e na Mangueira. Nas próximas semanas teremos convidados, como um gari comunitário, um geofísico e membros das associações de moradores”, conta Lolla Azevedo, coordenadora pedagógica das casas.


Crianças reclamam do lixo e decidem agir

Durante as aulas, as crianças puderam dividir suas tristes experiências, mas também a buscar soluções. O lixo e moradias em risco estão entre as grandes preocupações dos pequenos. No Morro da Mangueira, eles criaram um grupo de conscientização para andar pela comunidade e conversar com os moradores. De acordo com Lolla Azevedo, a solução passa, também, pelo poder público: “os garis comunitários estão sendo demitidos e não existe recolhimento de lixo na maior parte da comunidade. Os moradores têm de andar muito para encontrar um local para deixar o lixo, isso quando esse local existe”, conta.


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Educador: saiba mais sobre esta prática pedagógica